(Source: pequenareliquia, via re-can-to)
(Source: quesejacomofor, via re-can-to)
pra sempre
não é um ano
não é dois anos.
não é uma década
não é um século.
dizemos pra sempre
porque não se conta
um amor:
“eu te amo
até depois de amanhã”
ainda assim
queremos mostrar
o tempo que
desejamos
que ele dure.
então surge
essa palavra tão
grande.
enchemos a boca
para falar:
para
sempre.
extravasar
o que se sente
pois, como diria
Vinicius de Moraes
que não seja eterno
posto que é chama
mas que seja infinito
enquanto dure.
(e que dure: para sempre)
"
Tudo na vida é móvel e é justamente esta mobilidade e este ciclo interminável de mudanças que nos faz procurar um conceito utópico. Em um mundo onde tudo acaba, tudo morre e se esvai imaginamos algo que, em nossa mente, poderá permanecer intacto diante deste vai-e-vem. Logo chegamos ao conceito do infinito, do não-perecível, onde colocamos as esperanças: um amor que não acaba, um deus que sempre irá existir, um universo sem fim.
“Imagining the future is a kind of nostalgia. You spend your whole life stuck in the labyrinth, thinking about how you’ll escape it one day, and how awesome it will be, and imagining that future keeps you going, but you never do it. You just use the future to escape the present.”
John Green
“Tenho tentado aprender a ser humilde. A engolir os nãos que a vida me enfia pela goela a baixo. A lamber o chão dos palácios. A me sentir desprezado-como-um-cão, e tudo bem, acordar, escovar os dentes, tomar um café e continuar.”
Caio Fernando de Abreu